<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-10776749</id><updated>2011-07-29T10:38:05.191+01:00</updated><title type='text'>O Preso da Relação</title><subtitle type='html'>&lt;img src=http://bibliomanias.no.sapo.pt/camultim.gif&gt;</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://opresodarelacao.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10776749/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opresodarelacao.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04301145462561076502</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>2</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10776749.post-110816423692338029</id><published>2005-02-12T00:04:00.000+01:00</published><updated>2005-02-12T00:28:56.210+01:00</updated><title type='text'>O Penitente #2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;"Camilo nasceu, em Lisboa, a 16 de Março de 1825, conforme os registos oficiais, e também por ironia do Destino. É como se Maomé tivesse nascido na Gronelândia. Mas Alá não brincou com o seu Profeta; é um deus muito sério ou criado no deserto.&lt;br /&gt;Onde Camilo nasceu, ou antes, renasceu, foi na Samardã de Trás-os-Montes. Aquela serrania é a mãe do seu renascimento, e o depôs num berço de fragas, não em corpo, mas em alma predestinada.&lt;br /&gt;Começa a estudar aos sete anos (1833) quando a cólera lavrava na cidade. Encontra, no caminho da aula, tumbas e tumbas, umas atrás das outras, transportadas, para os covais, por mortos ainda vivos, e cobertos de farrapos. Estas imagens fúnebres imprimiram-se-lhe, na memória de criança, para sempre. Daí, o tom escuro do seu génio e da sua ironia, que brilha como chamas através de negros crepes. &lt;em&gt;Camilo tem a ironia fúnebre de Quevedo&lt;/em&gt;, dizia Guerra Junqueiro.&lt;br /&gt;Depois de alguns dias feriados, bate à porta da escola. Ninguém responde. A peste levara o professor, a família, os criados, e deixou a casa apavorada ou cheia de espectros pavorosos.&lt;br /&gt;Estas cenas e o dobrar dos sinos a finados, embalam a infância de Camilo, sem o amparo da mãe e com o pai a dois passos do túmulo. Morre-lhe, em 1835. Fica só e pobre, sem nada e sem ninguém, em pleno Vácuo. O pai legou-lhe apenas a imagem do seu cadáver, depositado num caixão, à luz das tochas. Lá está ela, numa página da sua obra, tal como se lhe retratou na lembrança, também alumiada de círios e forrada de panos pretos.&lt;br /&gt;A mãe somente a conheceu como terra de sepultura, confundida com toda a terra, que é a nosa mãe comum. Esta sepultura vai sumir-se, no barro dum cemitério lisboeta, para emergir num fragoso cerro, que domina sombriamente o pequeno Povo da Samardã, entre outros cerros, durante certos meses, vestidos de alva, como padres do Inverno ou do Eterno. E conheceu-a ainda como saudade ou triste sentimento de órfão. Esta saudade era ela, intacta, mas invisível, no seu ser. A orfandade torturou Camilo toda a vida. Arrastou, sessenta e tantos anos, aquele peso de cruz marmórea, numa atitude romântica de mártir, que os mártires são românticos e clássicos os estóicos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;in&lt;/em&gt; Teixeira de Pascoaes, &lt;strong&gt;O Penitente&lt;/strong&gt; (Camilo Castelo Branco), Assírio &amp;amp; Alvim, 2002.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10776749-110816423692338029?l=opresodarelacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10776749/posts/default/110816423692338029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10776749/posts/default/110816423692338029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opresodarelacao.blogspot.com/2005/02/o-penitente-2.html' title='O Penitente #2'/><author><name>luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04301145462561076502</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10776749.post-110815908940443102</id><published>2005-02-11T22:51:00.000+01:00</published><updated>2005-02-12T00:28:44.446+01:00</updated><title type='text'>O Penitente #1</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;"«O erro da sociedade é ser um maquinismo em vez de um organismo, é ser ainda muito nova. Não se fixou ainda, como herança definitiva, nos indivíduos, que atingiram, há muito, uma existência natural, e sentem, por isso, o artifício em que vivem contrafeitos. Refiro-me, é claro, aos indivíduos a sério, os heróis, os santos e certos loucos aureolados, que se manifestam contra todas as forcas e cárceres, contra todas as penas de aquém e de além-túmulo.»&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Teixeira de Pascoaes (in &lt;strong&gt;O Penitente&lt;/strong&gt;, cap. VIII, p. 144)"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;in&lt;/em&gt; Teixeira de Pascoaes, &lt;em&gt;O Penitente&lt;/em&gt; (Camilo Castelo Branco), Assírio &amp;amp; Alvim, 2002.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10776749-110815908940443102?l=opresodarelacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10776749/posts/default/110815908940443102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10776749/posts/default/110815908940443102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opresodarelacao.blogspot.com/2005/02/o-penitente-1.html' title='O Penitente #1'/><author><name>luis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04301145462561076502</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
